quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Produção textual narrativa

Uma Longa Noite

Acredito que já se passava das sete horas da noite, porém o breu já reinava no local, acredito que não conseguiria ver mais que um palmo à minha frente, procurei desesperadamente minha lanterna que se encontrava em minha mochila e fui tateando até finalmente encontrá-la , a peguei em minhas mãos e apertei o botão que ligava. A lanterna não estava acendendo “deve ser a pilha”, pensei. Dei algumas palmadas na lanterna e tentei de novo até que finalmente ela acendeu e o alívio me percorreu, afinal, detesto o escuro, principalmente em se tratando das coisas que aconteceram no lugar em que me encontro.
Logo após focar a lanterna em um local, levei um susto já que vi marcas de sangue espalhadas por todo lugar incluindo alguns rastros de arranhões no chão, mas não pensei muito nelas, não possuía o luxo de ficar com medo agora, não depois daquela aposta que fiz, nem depois daquilo que me obrigaram a apostar. Uns idiotas me obrigaram a passar uma noite aqui, nem sei por que aceitei afinal, mas acho que permanecer na minha escola era mais importante, afinal um deles era filho do diretor e ele vivia mimando o filho.
Achei um lugar menos assustador da casa, com paredes cinzentas e uma cama relativamente inteira e o chão de parque em pedaços, porém não me importei e sentei-me no chão, peguei meu livro e comecei a ler. “Vai ser uma longa noite eu acho”, após acabar o livro já não tinha o que fazer, li sobre o que havia acontecido naquela casa. Aquele foi o lugar no qual um pai matou suas filhas e, por fim, se matou. Após ler aquilo fui dormir.
Acordei com um vulto e com várias batidas nas paredes, juntei minhas coisas na mochila e fui correndo para ver o que estava acontecendo e vi os mesmos idiotas que tinham me forçado a estar ali, todos estavam com tacos de baseball em suas mãos e com sua típica cara de mal encarados, eles me encaravam enquanto seguravam os tacos em suas mãos até que um falou:
-Você não deveria estar aqui, achei que não seria tão idiota de realmente cumprir com a sua palavra - disse o maior deles que é também o filho do diretor.
-Se tu realmente achas que eu teria medo de um lugar como esse, acho que me julgou errado – falei calmamente.
-Ele diz isso, mas está quase se borrando na nossa frente. Olha pra ele Fred -diz o moleque da esquerda.
-Pois é Fred, parece que esse aí só ladra, mas não vai fazer nada – disse o da direita com uma risada que não sei como não me deixou surdo de tão horrível.
-Bem, vamos ver se ele é tudo o que está falando rapazes?- disse Fred e logo em seguida partiu junto com seus “capangas” pra cima de mim.
“Não sou nem um pouco burro de querer sair na briga com três guris, ainda mais que eles estavam com tacos”, então, obviamente, sai correndo procurando pela casa algo para me defender deles. Até que eu cheguei à cozinha e achei uma cadeira, vi que eles estavam um pouco longe e permaneci esperando na porta até que finalmente o primeiro passou e eu dei uma cadeirada tão forte que ele caiu no chão e em seguida sai correndo até chegar à saída da casa e continuei assim até chegar na minha casa.


Autores: João Pedro Castro e Rodrigo Moraes Oleto (Alunos do 1º ano do EM da turma 11F/Colégio Estadual Júlio de Castilhos)

Nenhum comentário:

Postar um comentário